Não se fala em outra coisa. Em ano de Copa do Mundo, é sempre assim no país do futebol. A Canarinha, com seu futebol burocrático, apolíneo, e broxante, não está empolgando esse que vos tecla. Continuo torcendo, como diria Maiakoviski, firme, forte e verdadeiramente. Agora, cá entre nós, e que eles não nos ouçam, mas dá gosto de ver a seleção dos hermanos, comandada por Maradona e seus pupilos. Um futebol bonito, com classe, com categoria. No time deles, o ataque se destaca, com Messi e Tevez; no nosso, o ataque é apático e os “craques” são zagueiros, quem diria!? Final dos tempos! Tomara que a era Dunga não deixe raízes, que seja conjuntural, efêmera e contingente...Amém!
Mas deixemos o futebol de lado, e nos concentremos na festa, nos amigos reunidos, no tira-gosto, na cervejinha gelada e em outros aditivos. Não tem perna-de-pau que a estrague. A festa vale à pena! O charme dessa Copa são as moças soprando a vuvuzela, a pátria de shortinho verde e amarelo, com detalhes azuis. Não tem jabulani que resista, meu amigo! Todos juntos vamos, pra frente, Brasil! O gol, a comemoração, o abraço apertado, a paixão nacional, a paixão de quatro em quatro anos. Que o amor esteja presente nessa Copa. Pode fazer gol; mas, se vacilar, se derrubar na área, é pênalti. Aí vai ter que batizar o menino, nomeando-o de João Messi ou Zé Maradona. Se for menina, aposto que vamos ter uma legião de moças chamadas, carinhosamente, de Jabulani Maria da Silva, ou ainda, Maria Vuvuzela Pinto.
O juiz apitou e, vamos parando por aqui, porque já me danei a falar besteira. E que venha o Hexa!

